Recurso de Avaliação Psicológica é quando o (a) candidato (a) não passa na avaliação de um concurso e tem a possibilidade de recorrer em desfavor do resultado provisório de inaptidão, já que este resultado primeiro vem de forma provisória e após analisar o recurso de maneira definitiva.

O trabalho que realizamos é o seguinte: a primeira fase é chamada de RECURSO ADMINISTRATIVO:

1º) Ir na Sessão de conhecimento das Razões de Não Recomendação ou Entrevista Devolutiva. Lá o nosso psicólogo vai fazer a vista do material (testes utilizados na avaliação dos candidatos); fará sua análise técnica, se houve algum erro de correção, anotar a pontuação realizada para depois ser conferido com as tabelas dos manuais, se está mesmo fora ou não dos padrões de recomendação e se todos os testes se encontram junto com a banca avaliadora, entre outros fatores avaliados no momento.

2º) Elaboração do Recurso escrito. Auxiliaremos o candidato neste processo, reuniremos alguns dados com o candidato de como foi realizada a avaliação no dia marcado pela banca, condições ambientais, condições de aplicação para ver se a banca avaliadora seguiu adequadamente as normas dos manuais dos testes utilizados e das resoluções do Conselho Federal de Psicologia – CFP, bem como o histórico profissional e de outras avaliações realizadas pelo candidato e que tenha passado.

Assim, após esta análise dos dados técnicos levantados na Entrevista Devolutiva e os dados coletados com o candidato, elabora-se o recurso administrativo (escrito), que deve ser embasado com conteúdo adequado para cada caso, de forma concisa, precisa, não extemporânea, sem desrespeitar a banca avaliadora. Caso não seja deferido o recurso na fase administrativa e o candidato queira ir para a esfera judicial, auxiliamos no processo de: RECURSO JUDICIAL
Há alguns anos atrás, até 2004, as bancas levavam em consideração os recursos administrativos. Hoje em dia, tendo em vista muitas falhas cometidas pelas bancas avaliadoras e sabendo as mesmas que irão ser processadas, muitos recursos não são considerados no âmbito administrativo. A nossa experiência nos mostra que máximo 10% a 20% são reconsiderados no administrativo.

Assim, a briga vai para a justiça. Como é um recurso contra uma avaliação psicológica e o advogado não é técnico desta área, ele precisa de um respaldo de um profissional da área da psicologia, especialista em testes e avaliações psicológicas. Nesses casos, é quando entramos com uma Lauda Técnica Pericial ou Parecer Psicológico em desfavor da avaliação realizada pela banca responsável. Esta Lauda/Parecer irá apontar as falhas e irregularidades cometidas na avaliação que torna o resultado do candidato e até do concurso insubsistente, subjetivo e inválido.

Também podemos realizar uma nova avaliação no candidato e se ele estiver em boas condições psicológicas, fornecemos um Laudo desta avaliação realizada nele que servirá de contraprova, ou seja, irá contradizer e contestar o resultado fornecido pela banca. Assim é atendida a exigência da lei de se realizar avaliação psicológica e atende ao artigo V, inciso LV da Constituição Federal, que fala que “aos litigantes em processo administrativo ou judicial são assegurados o contraditório e ampla defesa com os meio e recursos a ela inerente”. Sublinho nosso.